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Em julho de 1998, um grupo de jovens advindos de grupos de teatro de colégio e cursos livres, juntam-se
para a produção do espetáculo "Perdoa-me por me traíres" de Nelson Rodrigues.
Dani Ciasca, irmão do ator e integrante do grupo, Eduardo Ciasca, é convidado a participar do elenco
no papel de Pola Negri. Apoiado pela formação acadêmica em curso, Dani Ciasca rapidamente ganha espaço no grupo. Bayard Fornazier,
diretor do espetáculo, convida Dani a co-dirigir o espetáculo. Por questões éticas e artísticas, Dani aceita ser o diretor
de atores, deixando a cargo de Fornazier a direção do espetáculo. Surge assim, a CIA DARAUS DE TEATRO.
O primeiro espetáculo da CIA tem uma boa receptividade. Suas apresentações, no auditório da FGV, recebem
bom público e impulsiona o fortalecimento da CIA e estreita laços entre Dani e Fornazier. Ambos decidem co-dirigir a CIA no
ano seguinte.
Após uma breve seleção, alguns novos atores e atrizes integram a CIA, e juntos decidem por representar
uma adaptação do texto "Equus" de Peter Shafer.
Nasce assim, a filosofia da CIA. Dani e Fornazier optam por manter o texto e aproximá-lo da cultura
brasileira, com uma nova linguagem de encenação. Após um longo processo, fica pronto o espetáculo "O que os olhos não vêem,
o coração não sente" - livre adaptação de Dani Ciasca para otexto citado. O espetáculo é um sucesso! Com 2h30 de duração,
música ao vivo e uma linguagem de aproximação entre o simbolismo e o épico, o espetáculo cativa o público presente, com algumas
pessoas voltando 4 vezes para assistí-lo.
Dani Ciasca, diretor e ator do espetáculo e co-fundador da CIA, define assim sua experiência: "Considero-me
muito ousado para um primeiro trabalho de direção. Escolhemos um texto dificílimo, de aproximadamente três horas de duração,
e que tem uma base no psicologismo. Desde que ingressara na universidade aprendera o trabalho de ações para se construir o
espetáculo e as interpretações. Isto causava um conflito"..."De tudo que foi criado para o espetáculo a idéia do coro foi
a que mais funcionou. Ela trouxe um colorido novo ao texto e permitiu-me basear a interpretação deste psiquiatra nas suas
ações e na sua relação com o seu inconsciente. Um homem que lida o tempo todo com o inconsciente dos outros não sabe lidar
com o seu próprio".
Após um ano parada, Dani Ciasca retoma os trabalhos da Cia em fevereiro de 2001, na Cultura Inglesa Pinheiros, para a produção
do espetáculo: " The Bald Soprano" de Eugene Ionesco.
É o início da pesquisa sobre o teatro do absurdo. Durante três anos, a Cia investe nessa forma de linguagem como forma
de expressar a falta de comunicabilidade entre as pessoas e grupos sociais.
É sob esse impulso que em 2002 o grupo trabalha o absurdo baseado na ótica existêncialista de Jean Paul Sartre, com o espetáculo
"Insomnia", livre adaptação da obra "Entre Quatro Paredes" (No Exit). 3º lugar no Drama Festival deste ano, a Cia atuou de
forma independente, para em outubro do mesmo ano formar parceria com a filial Granja Viana.
Em outubro apresenta o espetáculo "Eros e Psichè - O Mito" no teen play festival, com base no poema homônimo de Fernando
Pessoa. O espetáculo ganha o prêmio especial de júri, pela pesquisa desenvolvida.
Era hora de finalizar a primeira etapa da pesquisa. Agora em parceria com duas filiais, Granja Viana e Higienópolis, a
Cia realiza em junho de 2003 o espetáculo experimental "Libertas Quae Sera Tamen" e "Waiting for Godot" de Samuel Beckett, 3º lugar do Drama Festival.
A experiência com Libertas leva Dani e a Cia Daraus a uma nova pesquisa. A de formação de atores e público, criticos da
sociedade e de suas formas de atuação.
Nosso próximo projeto é estudar a obra do alemão Bertolt Brecht, e o primeiro objeto de estudo é a peça "The Tutor", com
previsão de estréia para novembro de 2003. Fique atento às novidades!
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